“Sim, Sou Virgem e Então?”

“Sim, Sou Virgem e Então?”

Quero partilhar com vocês meus sentimentos após a leitura de Sim, Sou Virgem e Então?, a autobiografia de Margarida Meneses – fundadora do “Clube das Virgens” – A autora narra com humor e frontalidade sua experiência única de chegar aos 27 anos virgem. No livro, Margarida explora as diferenças entre o desejo sexual masculino e feminino, afirmando que, enquanto para a mulher é essencial uma conexão emocional, para o homem o desejo sexual muitas vezes se manifesta de forma mais instintiva.

A leitura despertou em mim a sensação de realmente conhecer a Margarida, pois ela expressa suas ideias de forma clara e estruturada. Fiquei grato por ter encontrado este livro por acaso em uma pequena feira do livro na estação do Oriente, em Lisboa. Acredito que esta leitura é essencial para pais e mães, especialmente aqueles que têm filhas adolescentes, pois aborda com profundidade a iniciação da vida sexual feminina – um tema que, infelizmente, ainda é pouco discutido.

Como pai de uma menina de 11 anos, me preocupo com a dificuldade de abordar esse assunto no momento certo. O livro me fez refletir sobre a importância de preparar nossas filhas, não só emocionalmente, mas também com o conhecimento necessário sobre sexualidade, para que iniciem essa etapa de suas vidas de forma consciente e segura.

Pessoalmente, nunca tirei a virgindade de uma mulher, apesar de ter tido a oportunidade quatro vezes, e ainda me orgulho disso. Nas quatro vezes senti que elas acreditavam que eu as amava e que se elas me entregassem o mais valioso de elas Eu ficaria para sempre com elas, e com vergonha tenho que admitir que minhas palavras e ações tiveram muito a ver para que elas tenham esse sentimento de segurança comigo, eu mentia para as levar a cama pois acreditava que elas não eram virgens, mas no momento quando estava quase pronto a concretizar o meu objetivo elas admitiam que era sua primeira vez, se calhar era sua maneira de dizer “tem cuidado, por favor” e quando tinha a certeza de que elas eram virgem eu, decidia não continuar, e desistia de o fazer. Concordo com a Margarida de que, embora o primeiro amor nem sempre seja para sempre, a primeira experiência sexual deve ser inesquecível e significativa.

Pessoalmente, acredito que o homem que tira a virgindade de uma mulher deveria ser cuidadoso, paciente e conhecedor do corpo feminino, para garantir que essa primeira experiência seja plena e prazerosa. No entanto, é irrealista esperar que um jovem, muitas vezes inexperiente e com pouca ou nenhuma educação sexual, tenha essa sensibilidade. Como podemos exigir essa maturidade de alguém que, muitas vezes, tem pais que sequer entendem ou sabem lidar com o prazer feminino?

Essa reflexão nos leva a considerar o impacto profundo da primeira experiência sexual na vida de uma mulher. É crucial que os homens comecem a ver suas parceiras como seres complexos e completos, e não apenas como objetos de desejo. Na realidade atual, onde as mulheres estão cada vez mais conscientes de sua sexualidade e exigentes em relação à qualidade de suas experiências, nós, homens, precisamos evoluir. É fundamental nos esforçarmos para sermos melhores amantes, compreendendo que a sexualidade feminina vai muito além do instinto e requer uma conexão genuína, respeito e empatia.

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